Destino Tropical
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Tateyama Aloha Garden, Japão

Viagem em 23 de junho de 2021

Aloha Garden Tateyama: o Havaí escondido no Japão

Tateyama Aloha Garden - foto 1
Tateyama Aloha Garden - foto 2
Tateyama Aloha Garden - foto 3
Tateyama Aloha Garden - foto 4
Tateyama Aloha Garden - foto 5
Tateyama Aloha Garden - foto 6
Tateyama Aloha Garden - foto 7
Tateyama Aloha Garden - foto 8
Há viagens que começam com um bilhete simples na mão. O nosso era retangular, estampado com grafismos polinésios em tons de terra, e trazia o valor de 1.300 ienes pela entrada de adulto. Junto dele, um mapa dobrado apontava o caminho: a loja, o pavilhão de bambu para descanso e, no fim da trilha, a grande estufa. Estávamos em Tateyama, na província de Chiba, e o cartão-postal do dia não seria um templo milenar, mas sim um jardim tropical que decidiu trazer o espírito havaiano para o litoral japonês. Logo na entrada, o encontro com o totem: uma escultura escura de tiki erguida no centro de uma fonte circular, cercada por palmeiras altíssimas que se abriam contra um céu carregado de nuvens. O letreiro em pedra clara — ALOHA GARDEN TATEYAMA — pedia a foto obrigatória, e nós não resistimos. O tempo nublado daquele fim de junho, longe de atrapalhar, deu ao lugar uma atmosfera de ilha antes da chuva, com o vento morno passando entre as folhas e o cheiro de terra úmida no ar. A grande estufa foi o ponto alto. Lá dentro, o clima muda por completo: o ar fica denso, quente, e as plantas tomam conta de cada centímetro. Mangas pendiam de galhos baixos, algumas ainda verdes, outras já tingidas de vinho e rosa, penduradas exatamente na altura dos olhos. Ao redor, mamoeiros esguios, cactos e trepadeiras dividiam espaço em canteiros circulares de tijolo. É uma daquelas experiências que confundem os sentidos — difícil lembrar que, do lado de fora, estávamos no Japão. De volta ao ar livre, caminhamos pelos gramados impecáveis, entre canteiros de flores vermelhas e palmeiras solitárias plantadas no meio dos jardins, com uma torre de observação despontando ao fundo. O ritmo ali é lento por natureza: bancos vazios convidando a sentar, alamedas de tijolinho vermelho e o silêncio confortável de um lugar que não tem pressa. Tateyama Aloha Garden não tenta imitar o Havaí — ela cria a sua própria versão, discreta e cuidadosamente cultivada, para quem quer um pedaço de trópico sem sair do arquipélago.
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